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Configurações do espaço queer e a (re)escrita da história em vila mathusa (2022)
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https://doi.org/10.5070/M3.41510Abstract
O sujeito participa da construção do espaço em que está inserido tanto quanto ele é construído por esse mesmo espaço. Se levarmos em consideração a perspectiva de sujeitos queer, de acordo com a teoria de Jack Halberstam (2005), este também se torna um espaço queer, na medida em que desvia de moldes normativos de utilização e comportamento no espaço. Neste artigo, analiso as configurações espaciais presentes em vila mathusa (2022), de zênite astra, da perspectiva de sujeitos trans. Para tal, considero o espaço em duas vertentes: o espaço externo, que é aquele que habitamos em sociedade, e o espaço interno, composto pelo corpo e pelas suas metamorfoses. Assim, a metamoforse do sujeito também se qualifica como um deslocamento de si, especialmente naquilo que toca o contexto latino americano, como defende Bernd (2007). Então, exploro de que maneiras a literatura brasileira representa o sujeito trans, e como essa representação muda na contemporaneidade, tendo como foco principal de análise o espaço queer.